Chame do que quiser menos de ficção. Algumas histórias são inventadas. Outras são apenas contadas. Esta é uma delas. Uma mulher passa anos em um relacionamento em que nada é verdade. Sua identidade. Seu trabalho. Seu círculo de amizades. Gravidez, dinheiro, família. Quando o marido descobre a farsa, ela foge para outro país e se casa com um amante. Não é roteiro de streaming. É o que aconteceu na vida real. Assim nasceu A Paixão de Schrödinger. Um dispositivo narrativo raro na ficção brasileira recente. Antes de escrever uma linha, o protagonista Lucas faz algo incomum: exporta sete anos de histórico de conversas no WhatsApp e treina uma inteligência artificial com a voz da ex-namorada. Não por vingança. Para ter a conversa que nunca aconteceu.
A IA responde como ela responderia, provoca como ela provocava e, em determinado momento, começa a dizer o que a Ane real nunca disse. Dos mesmos dados emerge ainda um segundo modelo: uma IA treinada com a voz do próprio Lucas, capaz de confrontar suas inconsistências com uma frieza que nenhum interlocutor humano alcançaria. O resultado é um romance construído por múltiplas vozes: um homem, uma mulher e as máquinas que ambos criaram para tentar se entender. Nenhuma dessas versões da história é inteiramente confiável. Essa é, precisamente, a aposta. O livro que esconde outro livro.
A Paixão de Schrödinger foi construída em camadas. Há pistas na cronologia dos capítulos, mensagens escondidas nos títulos e padrões discretos espalhados pela narrativa. Para quem chega ao fim, um QR code abre outra porta: uma interface de celular, uma senha e um capítulo secreto que amplia o destino de Lucas e reconfigura a leitura do romance. Este não é um livro apenas para ser lido. É também para ser decifrado.Amor é o que você observa. Essa é a frase-chave do romance.
Ao fazer um homem assinar a autópsia de um relacionamento sob um nome feminino, o livro transforma percepção em tema e em dispositivo. O que vemos numa história e em quem a conta nunca é neutro. O pseudônimo Nala Macallan não funciona apenas como assinatura, mas como parte da arquitetura do projeto. Ele tensiona a relação entre autoria, identidade e credibilidade, e desloca a leitura para uma pergunta incômoda: até que ponto nossos preconceitos alteram a forma como recebemos uma história de dor? IA, trauma e silêncio masculino.
A Paixão de Schrödinger leva a inteligência artificial ao centro da experiência afetiva, não como distopia futura, mas como interlocutora de um homem que já não consegue falar sobre o que viveu com nenhum ser humano. Ao mesmo tempo, o romance ocupa um espaço ainda pouco explorado no debate público: o da experiência masculina diante de relações emocionalmente destrutivas. Sem vitimização caricata nem simplificações morais, o livro propõe uma reflexão sobre trauma, apego, manipulação, narcisismo e a dificuldade de nomear a violência quando ela não deixa marcas visíveis. Sobre o autor: Alex Lima é empresário e analista de mercado financeiro, com participações na CNN Brasil, CNN Brasil Money, BM&C News e no podcast Podcólogas, ao lado da psicóloga Carina Pirró. Em A Paixão de Schrödinger, assina sob o pseudônimo Nala Macallan (@nala.macallan). A obra circula em edição independente, com ISBN registrado.
Serviço Livro: A Paixão de SchrödingerCategoria: Thriller psicológico sobre manipulação emocional e inteligência artificialAutora: Nala Macallan

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Uma excelente história que é pura adrenalina e suspense.