O Rock não é apenas um gênero; é uma herança. Das mãos de Rosetta Tharpe ao pedal de Hendrix, das rimas de Body Count ao caos sagrado do Bad Brains, a história é escrita em preto e branco — mas a tinta sempre foi preta.
Se o samba de Cartola foi resistência no morro, o rock é a resistência no amplificador. Estamos aqui para celebrar a retomada do que é nosso por direito. Para falar sobre fúria, técnica e identidade, conversamos com o trio que é o atual epicentro dessa chama e a mais nova atração do Rock in Rio 2026: Black Pantera.
Direto do México! a banda liderada pelos irmãos Charles e Chaene Gama (guitarra/vocal e baixo) e pelo baterista Rodrigo “Pancho” Augusto ” abriu o jogo em uma entrevista especial para a Pahnorama.
Roberto Valleck: Charles sabemos que o DNA musical mineiro é vasto, indo do metal extremo de bandas como Sepultura, Cirrhosis e Corpse Grinder, do lirismo do Clube da Esquina ao folk do Tuatha de Dannan. Inseridos nesse contexto, mas trazendo uma voz própria, quais foram as principais motivações que levaram vocês a fundar o Black Pántera e a assumir o discurso combativo que se tornou a marca registrada do grupo?
Charles: Legal essa pergunta. Acho que a motivação, desde sempre, é a música, né? Sempre foi. A gente cresceu numa casa onde a música estava sempre presente e, já desde jovem, comecei a entender o meu lugar nesse conceito — especialmente envolvendo a música preta.
Desde a Motown e o Tim Maia até as grandes artistas pretas que a gente tem, como a Sandra de Sá… a gente pode passar por uma gama de eventos, como o Milton Nascimento, sempre de olho na musicalidade, mas, ao mesmo tempo, atento às questões estruturais que o racismo impõe.
Cresci nesse ambiente e, quando descobri o rock’n’roll, foi o que realmente me deu um ‘estalo’ maior. Naquele momento, senti que não havia representatividade dentro do estilo pelo qual eu estava apaixonado e que mudou a minha vida totalmente. Quando o rock’n’roll chegou para mim, ele veio com tudo. Apesar de eu gostar de vários estilos — e naquela época eu escutava de tudo, porque nosso pai trabalhava com isso — o rock veio forte. Senti que ele me abraçou, mas me abraçou de uma forma complexa, porque eu não me via representado ali.
Quando descobri o Jimi Hendrix, foi uma loucura. Depois veio Bad Brains, Living Colour e o Derrick Green, do Sepultura. Tudo aquilo foi formando algo em mim, mas, ao mesmo tempo, eu crescia como um adolescente rebelde por não ver tantos músicos pretos de destaque no cenário do rock. Aquilo foi me criando um sentimento de revolta que carreguei por anos.
Em determinado momento, decidi: ‘Não, chega. Agora eu vou montar um som, vou montar uma banda preta’. Eu já estava lendo muito Malcolm X, a história de Zumbi dos Palmares e Luiz Gama. Eu quis saber a história do preto a fundo, então fui buscar livros na biblioteca municipal, ver filmes e documentários. Quando conheci a história dos Panteras Negras, aí sim tive um salto de criatividade gigantesco.
Na falta dessa representatividade — que era escassa, apesar de exemplos grandiosos como o Devotos, o Derrick Green, o Bad Brains e o Living Colour — eu decidi que eu seria essa representatividade junto com os meus amigos e irmãos. Foi um momento extremamente difícil. Fiquei um ano compondo o álbum; eu não tocava guitarra tão bem (ainda não toco), mas comecei um processo de autocura e autoaprendizagem. Fui descobrir o meu tipo de voz e aprender a tocar guitarra de verdade fazendo as minhas próprias canções. Sou autodidata nisso.
Minas Gerais tem essa gama gigantesca de musicalidade, e o rock e o metal sempre estiveram presentes. Temos exemplos maravilhosos de música acontecendo aqui e ficamos muito felizes de estar nesse panteão de tanta gente legal. Mas a motivação, para bater o martelo, foi realmente a representatividade. Na falta dela, nós fomos ser essa representatividade.
Roberto Valleck: Cara, eu tiive meu primeiro contato com vocês através de um vídeo do Afropunk – Brooklyn (2018), com a visceral ‘Godzilla’. Mergulhando na discografia, cheguei a ‘Escravos’, do Project Black Pantera, que me impactou profundamente por uma conexão geográfica: frequento muito a região do Cais do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos aqui na região portuária do Rio, lá passaram cerca de um milhão de pessoas escravizadas e colocadas a venda logo em seguida. A profundidade histórica dessas letras é notável. Existe um processo de pesquisa acadêmica, documental por trás das composições, ou as letras nascem mais de uma urgência e revolta interna?
Charles: A gente sempre pontuou: eu fui um cara que leu muito, e leio ainda bastante. Hoje o tempo é um pouco mais difícil para a gente sentar e ler tanta coisa, mas estamos sempre inseridos nesse quesito de estudar a história, de ver a história e de atravessá-la para as composições. Nós temos esse mix gigantesco: a junção da história com a nossa revolta.
A gente consegue, ao mesmo tempo, pesquisar coisas que aconteceram durante todo o tempo da escravidão e das revoltas; mas temos também essa revolta de, às vezes, ligar a televisão e ver uma matéria podre — como a daquele senhor que foi assassinado com 80 disparos de fuzil. Simplesmente ali com a família, um trabalhador.
Sempre tem alguma notícia muito estranha, bizarra e nojenta que nos leva a composições, mas não deixamos de modo algum de frisar a história, de trazê-la. Esse resgate sonoro que a gente faz é um resgate real. ‘Deus Preto’ é o som dos pretos: o rock’n’roll veio da gente, saiu das nossas veias, saiu do nosso sangue. E não foi bonito para nascer, não; não foi um período bonito.
Sabemos muito bem de onde vem o blues: dos campos escravagistas, quando o único som que se tinha era o canto. Aquele canto triste que, depois de instrumentalizado, virou blues; e daí, sim, temos o rock’n’roll em sua essência e suas divergências. Mas a gente tem esse mix. O Chaene, hoje em dia, é um cara que compõe muito lendo muita coisa, enquanto eu sou um cara mais da revolta: aconteceu um negócio agora e eu quero falar agora sobre isso.
‘Olha, li uma coisa interessante sobre Zumbi dos Palmares, sobre os quilombos, sobre a Revolta da Chibata…’. É a história em si, de vários eventos. Temos esse mix de colaboração que achamos super importante: trazer e resgatar a história, mas também impulsionar coisas que têm acontecido para que vejamos uma mudança lá na frente. O Black Panther acredita que não vamos mudar o mundo sozinho, mas vamos mudar a mente das pessoas. Com nossos discos, mudaremos a visão de muita gente, e nossos filhos e netos continuarão esse processo contra o racismo estrutural, que está aí todos os dias batendo à porta.
Mas essa questão de composição realmente vem do mix de revolta e de história. O Black Panthera consegue passear pelas duas vertentes para fazer suas criações.
Roberto Valleck: O álbum Perpétuo (2024) traz ‘Candeia’, uma composição potente que ecoa o desejo ancestral de justiça (homi, to ficando bão escrevendo esses trem). Em um trecho específico, você diz:
“Estampando livros e cadernos de prova
Mesmo sem diploma, tamo fazendo escola”.
É um grito de vitória que lembra a trajetória de gigantes como os Racionais MC´S e Milton Nascimento, que saíram das ruas para citações em exames das universidades mais renomadas do país. A banda compôs esse trecho com essa visão?
Charles: Sobre ‘Candeia’, é uma loucura; que música, que hino! É uma composição do Chayenne. Eu o ajudei com uma coisinha ou outra, mas a composição é dele. Ele está um ótimo letrista, está flutuando nas letras, um verdadeiro mago.
Lembrando que, no primeiro e no segundo álbum, eu praticamente fiz quase todas as canções; a partir do terceiro, ele começou realmente a me ajudar bastante nisso. Para mim, foi maravilhoso, porque ele vive nessa margem do poeta — poeta marginal total. E essa questão da frase foi muito bem pensada, porque é a real verdade.
Tanto eu, quanto o Chayenne e o Rodrigo, não nos formamos, não fizemos faculdade. Não tivemos essa oportunidade porque precisamos começar a trabalhar cedo para ajudar em casa. Então, os estudos, infelizmente, ficaram em segundo plano, mas nós estudamos dessa forma. Especialmente quando nos inserimos para ter esse entendimento comum dos pretos; a minha visão preta vem até um pouco antes da dos meninos.
Foi mágico, porque realmente constitui isto: mesmo sem diploma, estamos fazendo escola. É um ensinamento que vai passar para as próximas gerações. O que vamos deixar de livros, poemas e estudos é a nossa discografia, meu amigo. São os nossos discos, nossos vídeos e nossas entrevistas. Já é uma escola feita, uma faculdade para aquele molequinho que está começando agora e não se sente representado. Ele vê o Black Panther, vê o Racionais e tantos outros artistas; isso realmente eleva e mostra um futuro que nem sempre é o óbvio — de estudar, fazer faculdade, pós-graduação e doutorado.
Isso é lindo, é mágico, e todos nós gostaríamos de ter feito, mas a vida não nos permitiu. Nem por isso deixamos de estudar ou de fazer o nosso ‘corre’, especialmente envolvendo a cultura preta, que é fundamental nisso. Hoje em dia, vivemos em algumas escolas a obrigatoriedade de ter o ensino sobre a religião e sobre o que aconteceu no continente africano. Mas a gente sabe que isso não acontece em todas as escolas.
Eu mesmo fui um que tive que ir atrás. Na minha época não era assim, com celular, onde você não precisa sair de casa para fazer uma matéria ou ver um vídeo e documentário legal. Na minha época, foi totalmente agressivo. Eu perguntava para a professora, tinha dúvidas: ‘Mas o pessoal estava na África, o branco veio, levou eles e pronto? Eles não faziam nada lá? Não tinham nada?’. E a professora não conseguia me responder.
Você vê que existe uma margem estrutural no ensino sobre a África e sobre os povos colonizadores chegarem lá e tomarem de assalto todo o continente; isso não foi passado na escola. Então, eu tive que fazer um ‘desbunde’ de estudo total, e essa foi a minha faculdade — assim como foi a do Chayenne e a do Rodrigo. Hoje em dia, temos diversas pessoas falando, temos uma ampla rede de cultura preta espalhada na internet que ajuda absurdamente, mas na minha época foi um estudo brutal.
Guardo os livros que li e os documentários que vi, ainda na época do VHS, que passou para o DVD. Sempre li em busca da cultura preta e sempre fui fã dos artistas pretos, porque sei que para eles sempre era muito mais difícil chegar. Por isso, as composições sempre vêm em torno disso. O Chayenne foi muito assertivo: mesmo sem diploma, estamos fazendo escola.
É sobre isso. Ver a banda sendo citada através das nossas letras em provas, no Enem, em tatuagens, poemas e objetos de estudo… Quantas pessoas já nos contrataram para trocar ideia, para fazer TCC ou um estudo sobre a gente? Que orgulho! Nossas letras e vivências permitiram isso, e permitem que o futuro tenha isso. Como eu disse: nossa discografia é nossa escola, é o nosso livro. Isso é mágico, é mágico.
Roberto Valleck: Os shows do Black Pantera são sinônimos de ansiedade pelo evento, casa cheia, interatividade absurda com o público e um coro gritando “fogo nos racistas” que já virou uma marca registrada e não pode faltar nos set-list, temos um DVD ao vivo gravado no templo do rock nacional que é Circo Voado que será o primeiro registro audiovisual oficial da banda que vale lembrar gravado as vésperas do Dia da Consciência Negra.
O que podemos esperar deste grande artefato?
Charles: A gravação do DVD foi mágica, linda, histórica. Foi um momento, assim… sem palavras. Acho que foi um grande momento da banda em toda a sua história.
Isso porque a gente estava no templo nacional do rock; eu cresci vendo DVDs e histórias de diversos artistas que começaram no Circo Voador ou passaram por lá. E o Circo abriu portas incríveis para cada um desses artistas.
É uma energia surreal que, às vezes, nem nós mesmos entendemos de onde vem.
Charles Gama
A gente tinha que gravar lá, porque nossos shows foram insanos no Circo e a gente também tinha esse desejo de resgatar um pouco da nossa adolescência vendo shows.
Foi gigantesco! Escolhemos a data perfeita e realmente queríamos gravar naquele momento. Existe uma energia especial no ar na véspera do Dia da Consciência Negra. Viramos a madrugada com a galera, o Circo Voador lotado… foi mágico. Queremos que todo mundo curta essa experiência conosco.
É uma energia surreal que, às vezes, nem nós mesmos entendemos de onde vem. Mas, olhando para trás, hoje eu sei de onde veio, de onde está vindo e para onde vai. Esse conceito já nasce quando o show é anunciado; a galera entra em êxtase porque refletimos um momento único para elas. É uma oportunidade de colocar tudo para fora: a luta contra o racismo, a xenofobia e a homofobia. Com tanta coisa ruim acontecendo, nossas músicas funcionam como armas ou bombas. Quando subimos no palco, acontece uma explosão mágica e linda. A gente suga essa energia do público e a devolve em dobro. É uma conexão única entre banda e plateia, onde nos tornamos um só.
Roberto Valleck: Pegando carona em uma reflexão do Mano Brown sobre recuar para entender o caminho, eu gostaria de olhar para a origem de vocês. Quem eram os jovens Charles, Chaene e Rodrigo antes de formarem a Black Pantera? Como a posse do primeiro instrumento e o início dos ensaios transformaram a identidade de vocês, independentemente da fama que viria depois?
Charles: Olhando para trás, o ‘velho Charles’ sempre teve uma paixão visceral pelo Hendrix. As primeiras bandas de rock que chegaram até mim eram majoritariamente brancas, mas, ainda muito jovem — acho que com uns 13 ou 14 anos —, Jimi Hendrix apareceu através de um VHS. Aquilo abriu minha mente. Eu sempre buscava artistas pretos; tinha o samba, que eu amo e sempre teve essa representatividade, mas eu também queria ver artistas pretos tocando rock. Quando entendi que o Hendrix era o maior guitarrista de todos os tempos, tudo mudou. Eu já tinha visto algumas imagens dele antes, mas não prestava atenção.
Mais velho, já escutando rock, o Hendrix foi uma abertura gigantesca. Desde que peguei no instrumento, independentemente de fama, eu sempre quis ser bom nisso. Cresci em um ambiente de músicos incríveis, fosse na minha cidade por conta do meu pai, ou assistindo à Motown e aos artistas brasileiros. Sempre amei o Djavan; o jeito que ele toca, a forma visceral como ele unia o violão com a voz… sempre achei aquilo fora da caixa, maravilhoso. Tinha uma entrega ali. Independentemente de qualquer coisa, sempre foi muito visceral, eu sempre quis fazer som. Entendi que aquilo era para mim, uma forma de me dissipar dos problemas. Tentei jogar bola e não deu certo, mas quando peguei a guitarra pela primeira vez, foi uma conexão única. Não era um instrumento para passar o tempo; virou parte de mim.
Roberto Valleck: Vamos pegar um ponto sensível, todo influencer com opiniões fortes sofrem ataques de haters, engraçado que ao invés de abalar o comunicador, alavancam deixando os com número maior de seguidores, o Black Pantera é um prato cheio para haters, banda com integrantes pretos, tem posicionamento político, e falam sobre pontos sensíveis sobre negritude e racismo com foco no embate, voltamos a música Candeia que diz:
“Em estado febril
Os haters nos mantêm no pódio
Aumentam o engajamento
Monetizo esse ódio.“
Além da qualidade sonora que é indiscutível, a “turminha do contra” também ajuda a alavancar o Black Pantera?
Charles: Com certeza. A ‘galera do hate’ está ali todos os dias, em cada anúncio ou canção que lançamos. Eles estão sempre prontos para o caos, incomodados tanto pelo nosso posicionamento político quanto pelo simples fato de sermos três caras pretos tocando uma sonzeira. Acho que a falta de costume de ver pretos no rock cria esse ódio; a nossa imagem em uma revista ou no palco, dizendo o que eles não querem ouvir, gera um incômodo profundo.
O preto incomoda em qualquer lugar que não seja o papel de operário. Incomoda ver um preto bem vestido, com um carro legal ou com uma mulher maravilhosa ao lado. O simples andar do preto incomoda. Eles consomem a nossa cultura, mas são como ‘sinners’: amam o blues, mas odeiam quem o faz.
É horrível ler um post te chamando de ‘macaco com guitarra’. A gente aprendeu a se blindar, mas esse ódio acaba aumentando o alcance da banda.
Charles Gama
Querendo ou não, nessa era de internet, até o ódio deles ajuda a alavancar o engajamento. É uma pena, porque é uma energia ruim que às vezes atrapalha, e no começo eu sempre dizia aos meninos para não focarem nisso, para não nos destruir ou distrair. É horrível ler um post te chamando de ‘macaco com guitarra’. A gente aprendeu a se blindar, mas esse ódio acaba aumentando o alcance da banda. Somos seres humanos, temos nossas fragilidades e dias ruins, e o ódio adoece. Mas, no fim das contas, esse processo acaba nos fazendo chegar às pessoas certas também.
Roberto Valleck: Charles, queria encerrar com um relato pessoal. Sou filho de mineiros e passei anos da minha juventude no Sul de Minas, então ver o voo que a Black Pantera está dando, uma banda preta, mineira e com um posicionamento tão firme é motivo de muito orgulho.
Agradeço demais o papo e a chance de mergulhar na história de vocês. O espaço é todo seu e demais integrantes para as considerações finais:
Charles: Obrigado, meu amigo! Obrigado a todo mundo que vai ler esta matéria, obrigado a cada um de vocês. Cabeça erguida sempre. Não é fácil, o morro é íngreme, mas a gente vai segurando ali até chegar no topo. Acreditem em vocês mesmos, acreditem na cultura preta. Nossos ancestrais não passaram por tudo o que passaram para estarmos aqui hoje nos sentindo fracos. É difícil ser forte todo dia, somos seres humanos; mas, nesses momentos de fraqueza, quer uma dica?
Coloca uma obra do Black Pantera, ouve um Racionais, um Seu Jorge… vai ver palestras da Djamila Ribeiro, ler um livro da Ana Maria Gonçalves*. Vamos tirar força de onde a gente sabe que tem. Sintam-se sempre abraçados pelo Black Pantera, em nome de toda a banda e da nossa crew. Amamos cada um de vocês. Muito amor e muito axé.
Vamos honrar nossos ancestrais e ter respeito pela nossa história, por aqueles que vieram atrás e sangraram tanto para que hoje tivéssemos voz e força para lutar e fazer a diferença. Obrigado por nos acompanharem. Força e honra sempre — força e honra preta! Mil elevações de energia a cada um de vocês. O Black Pantera hoje não é mais apenas três caras com o sonho de ter uma banda; virou uma família, um conceito, virou história.
Obrigado, Roberto, a você e a toda a sua equipe pela paciência. Falamos aqui do México, mas já já estaremos no Brasil. Espero dar um abraço em cada um de vocês. Cabeça erguida, gente!
