Na última sexta-feira, a sede da emissora de Silvio Santos foi palco para a festa de lançamento do mais novo canal da família Abravanel: o SBT News.
Com uma estrutura poucas vezes vista na emissora paulista, o evento contou com a presença de diversas autoridades políticas, incluindo o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), o governador do estado Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ministro Alexandre de Moraes.
O protocolo do evento incluiu discursos de Lula, Moraes e Nunes, além da vice-presidente Daniela Abravanel Beyrute, que anunciou o time de âncoras e analistas do novo canal de notícias.
Logo após a cerimônia, que contou com um holograma de Silvio Santos, iniciou-se a polêmica. Páginas e políticos de direita nas redes sociais lançaram uma série de ataques contra o novo canal da família Abravanel. Frases como: “Silvio Santos se revira no túmulo” ou a sigla “SPT” (em referência ao Partido dos Trabalhadores) foram utilizadas em ataques dirigidos às seis filhas do comunicador, falecido em 2024. Os críticos parecem ter esquecido que Silvio Santos sempre se relacionou cordialmente com todos os mandatários do país, até mesmo antes da redemocratização, chegando a se autodenominar “office-boy de luxo do governo”.
Ainda no fim do domingo, foi a vez do cantor Zezé Di Camargo, que havia gravado um especial na emissora, divulgar um vídeo solicitando que o canal não exibisse a atração. O pai de Wanessa Camargo fez declarações consideradas deselegantes ao mencionar a palavra prostituição.
Apesar da reação negativa, um boicote orquestrado não se concretizou nos índices de audiência do canal, que decidiu manter o especial gravado por Zezé Di Camargo. Em um aceno à direita, o apresentador Ratinho receberá o deputado Flávio Bolsonaro em seu programa, e o novo canal de notícias contará com entrevistas com outras figuras proeminentes desse espectro político.
Em nota, Daniela Abravanel declarou:
“Ditas todas essas coisas, lamento a forma como temos sido mal interpretadas. Antes de as pessoas verem nosso trabalho, decidiram julgá-lo. Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos.”
