A ideia de que grandes textos nascem de momentos mágicos é sedutora e falsa. Escritores profissionais sabem que inspiração é consequência, não causa. Ela surge quando há prática, ritmo e hábito. Se esperarmos por ela, corremos o risco de nunca começar.
Escrever é como exercitar um músculo: quanto mais fazemos, mais natural se torna. A disciplina cria o ambiente para que a criatividade floresça. Mesmo em dias sem ideias, o simples ato de sentar e escrever quebra o bloqueio.
Para uma escrita fluida a grande dica é: apenas escreva, transfira as ideias para o papel e só depois de esvaziar a mente pare e revise. A pior coisa é revisar enquanto escreve, além de atrapalhar a fluidez, vai interromper a vinda das ideias pois o crítico ao entrar em campo vai bloqueá-la em busca da utópica perfeição.
Ter uma rotina de escrita. Inicialmente com a definição de metas pequenas: uma página por dia, quinze minutos por manhã; é mais eficiente do que esperar o “momento certo”. Com o tempo, o cérebro entende que aquele é o horário de escrever. E quando o hábito se consolida, a escrita flui com mais naturalidade.
A disciplina não é rigidez, mas liberdade. É ela que permite ao escritor transformar intenção em realização. Quem escreve com frequência não depende da inspiração: cria o próprio caminho até ela.
