Especializada em biografias personalizadas, a editora aposta na escuta e no cuidado editorial para preservar histórias de vida.

A bibliodiversidade ganha, a partir de agora, um espaço próprio dedicado a reconhecer a pluralidade de vozes, temas, formatos, trajetórias e modos de fazer livros. Em um mercado editorial marcado por grandes tendências e disputas por visibilidade, falar de bibliodiversidade é valorizar: obras, autores, editoras independentes, projetos artesanais e iniciativas que ampliam o acesso à leitura e preservam a riqueza cultural do livro.

Este novo espaço nasce para apresentar editoras, autores, projetos editoriais e de leitura, histórias, experiências e reflexões que mostram que a literatura é mais viva quando abriga muitas vozes. Estamos em constante construção, por isso não teremos uma periodicidade específica. Novos textos serão incluidos de acordo com as histórias que chegarem a nós e as que encontrarmos por aí pelas andanças literárias e empreendedoras.

Falar de bibliodiversidade nos leva ao tema registro de memórias, afinal sabemos que um país se faz com homens e livros e que eles “apenas” mudam os homens, que por sua vez, mudam o mundo.  E esse é o mote da editora que vamos trazer hoje: A Editora Vivaz, de João Pedro Fagerlande . 

João Pedro Fagerlande, editor da Vivaz com suas publicações. Imagem: Nicolas Viggiani

Livros feitos de histórias de vidas

As histórias de família  são passadas de geração em geração através da oralidade. Isso é extremamente rico e belo porém se não houver quem as escute e repasse correm o risco de se perder. Cá entre nós, atualmente isso é muito possivel, pois estamos numa sociedade cada vez mais conectada às telas do que a pessoas e a si mesmo. Por isso registrar essas histórias faz toda a diferença.

É justamente nesse território afetivo que atua a Vivaz, editora especializada em biografias personalizadas, autobiografias e livros de memórias. Nasce a partir de uma encomenda, quando por  percebeu se tratar de uma oportunidade, montou a Vivaz e hoje é o responsável pelo negócio. 

Transformar vidas em livros. É mais do que um slogan é a proposta de valor e o grande diferencial da Vivaz. O  processo editorial começa com a escuta. A partir de entrevistas e do material enviado pelo cliente, como fotografias e informações pessoais, a equipe transforma memórias em capítulos. O processo inclui escrita, edição, tratamento de imagens e acompanhamento até a entrega dos exemplares impressos.

Memórias, ancestralidade e pertencimento

Reunir essas memórias vai além de produzir um livro,é o registro de uma história, de pertencimento e reconhecimento. Quem não se emociona ao rever a propria trajetoria e/ou descobrir semelhanças com os seus antepassados? Ver a própria trajetória registrada em páginas impressas pode significar a valorização de uma vida inteira: as dificuldades enfrentadas, os caminhos escolhidos, os afetos construídos e os momentos que ajudaram a formar uma família. Além de celebrar a ancestralidade.

Antes havia fotos impressas, reveladas e guardadas em álbuns. Agora salvamos em celulares e nas nuvens, e muitas vezes apagamos pois a memória/espaço de armazenamento fica cheia. Enquanto a nossa memória afetiva se esvazia e com isso podemos perder registros de momentos que não voltarão.

Registrar as memórias em um livro é valorizar a permanência,O livro, nesse contexto, aparece como um objeto de permanência. Ao reunir narrativa, imagem e cuidado editorial, a Vivaz transforma histórias particulares em legado. São vidas comuns apenas na aparência, porque, quando contadas com atenção, revelam aquilo que toda boa história carrega: emoção, identidade e pertencimento.

Quem deseja conhecer melhor o trabalho da Vivaz e entender como transformar memórias pessoais, familiares ou afetivas em livro pode acessar o site da editora: www.vivazlivros.com

E, por aqui, seguimos abrindo espaço para iniciativas editoriais que ampliam a bibliodiversidade, valorizam histórias singulares e mostram que o livro continua sendo um território vivo de memória, criação e pertencimento. Para sugerir projetos, editoras, autores ou iniciativas para esta coluna, entre em contato pelo e-mail: ajoanadarcsouza@gmail.com

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Joana D’arc Souza é jornalista, escritora, ghostwriter e revisora. Une técnica e sensibilidade para transformar ideias em textos que tocam, inspiram e despertam reflexão. Apaixonada por cultura, especialmente livros e pela força das palavras, acredita que a leitura e escrita são formas de autoconhecimento e de conexão com o outro. Seu objetivo é que cada texto seja um convite a sentir, pensar e se expressar com verdade. Instagram: @ajoanadarcsouza

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