Quando estava na faculdade de Jornalismo, uma querida professora sempre dizia: Leia! Leia tudo o que puder até bula de remédio. Sem discriminação com as bulas, mas de fato não é uma leitura gostosa…

E sem dúvida nenhuma, quem lê além do prazer em si, amplia o próprio vocabulário e se se ocupar em perceber a estrutura de construção do texto também se inspira. 

Por exemplo, um dos livros que revisei me inspirou para compor a estrutura do meu primeiro livro autoral, inclusive por esse motivo pedi ao autor, que também é um querido amigo, para fazer o prefácio dele.

Eu trabalho com textos atualmente e me deleito quando reviso um texto gostoso de ler, afora o que aprendo. Antes de escritora sou uma leitora por já entender que para além do meu prazer em ler. A leitura é um elemento fundamental. Afinal:

Escrever não começa quando pegamos a caneta ou abrimos um arquivo em branco. Começa muito antes, no ato silencioso de ler. Cada livro aberto é um convite para entrar em outros mundos, absorver estilos diferentes e aprender novas formas de expressão. Ler é, sem exagero, o melhor treino para escrever melhor.

Ler é combustível criativo

A leitura funciona como combustível criativo. Ela oferece imagens, ritmos, palavras que se infiltram no imaginário de quem lê. Quando escrevemos, essas referências retornam, transformadas pela nossa própria voz. 

É como se cada livro fosse um mestre particular, ensinando de forma sutil a arte de narrar, argumentar ou emocionar. Quando li Budapeste, o levava para a esteira para ter um prazer associado àquela atividade tão monótona. Ria, comentava, conversava comigo. E claro quem estava perto nada entendia, até porque era eu que estava imersa ali naquele universo criativo buarqueano.

O contato com diferentes estilos amplia o vocabulário e a sensibilidade. Ler poesia nos ensina sobre ritmo e a beleza da vida; ler crônicas afina o olhar para o cotidiano, que tem muitas pérolas escondidas que o diga Clarice Lispector e Marta Medeiros; ler romances desenvolve a capacidade de estruturar histórias e de se ver através do olhar do autor e dos sentimentos das personagens. Quanto mais variada for a leitura, mais rico será o repertório do escritor.

No fim, há uma ponte invisível entre quem lê e quem cria. A leitura é o ato de se abrir para o mundo do autor que foi compartilhado através das palavras. Elas, as palavras são ponte e semente de novos olhares e histórias.

Qual será a sua próxima leitura?

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Joana D’arc Souza é jornalista, escritora, ghostwriter e revisora. Une técnica e sensibilidade para transformar ideias em textos que tocam, inspiram e despertam reflexão. Apaixonada por cultura, especialmente livros e pela força das palavras, acredita que a leitura e escrita são formas de autoconhecimento e de conexão com o outro. Seu objetivo é que cada texto seja um convite a sentir, pensar e se expressar com verdade. Instagram: @ajoanadarcsouza

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