Retorno aguardado: A escola desfila, após 10 anos, com altos e baixos

Arranco do Engenho de Dentro – Crédito: Marcos de Paula – Riotur/Prefeitura do Rio

O tão esperado retorno do Arranco do Engenho de Dentro à Marquês de Sapucaí foi marcado por uma apresentação repleta de altos e baixos. Após mais de uma década afastada do palco principal do carnaval carioca, a azul e branca encarou alguns percalços durante o desfile, especialmente no quesito evolução, onde problemas com os carros alegóricos comprometeram o andamento da apresentação. Apesar desses contratempos, a escola apresentou um enredo envolvente e um conjunto de fantasias que se destacaram.

Comissão de frente: evocando a história de Zé Espinguela com movimentos teatrais

A comissão de frente, sob a coreografia de Fábio Batista, trouxe à vida a figura de Zé Espinguela em três atos, revelando sua trajetória desde as ruas e morros até sua conexão com o sagrado e sua herança para as gerações futuras. Embora tenha enfrentado alguns problemas de sincronia e vestimenta durante a apresentação, a comissão cativou o público com movimentos inspirados nas danças afro-brasileiras e no samba.

Mestre-sala e porta-bandeira: sincronia e problemas com a bandeira marcam apresentação

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yuri Souzah e Gislaine Lira, demonstrou uma bela sincronia em sua dança. Um momento de tensão, porém, surgiu quando Gislaine teve dificuldades com a bandeira no segundo módulo de julgamento. Apesar do contratempo, o figurino e a desenvoltura do casal foram elogiados.

Harmonia: Animada, mas com Falhas no Canto Uniforme

Apesar da animação dos componentes, a harmonia da escola foi comprometida pela falta de canto uniforme entre as alas. Muitos componentes pareciam não conhecer o samba da escola, resultando em um canto irregular. As alas “Adeus Escola de Samba, Adeus” e “50 Anos de Resistência – Quilombo do Arranco” foram especialmente citadas por sua falta de entrosamento vocal.

Enredo: Uma Celebração aos 50 Anos do Arranco e a Zé Espinguela

O enredo “Zé Espinguela – Chão do Meu Terreiro”, desenvolvido pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, celebrou os 50 anos do Arranco do Engenho de Dentro e homenageou a figura emblemática de Zé Espinguela. Dividido em quatro setores, o enredo proporcionou uma narrativa clara e envolvente, destacando-se pela fácil leitura e uso eficaz de materiais simples.

Evolução: Problemas com Carros Alegóricos Comprometem Desfile

O ponto crítico do desfile foi a evolução, afetada por problemas nos carros alegóricos que causaram atrasos e interrupções. Desde o travamento do carro abre-alas até dificuldades para manter as alas alinhadas, os contratempos comprometeram a fluidez da apresentação.

Samba-Enredo: Interpretado com Paixão, Apesar de Alguns Contratempos

A obra musical, conduzida pelo intérprete Diego Nicolau, contou a história de Zé Espinguela com paixão e vigor. Apesar de alguns contratempos, como problemas técnicos no primeiro módulo de julgamento, o desempenho do carro de som foi essencial para impulsionar o samba da escola.

Alegorias e Fantasias: Simplicidade com Elegância e Clareza Narrativa

Apesar da simplicidade, as alegorias conseguiram transmitir com clareza o enredo proposto, destacando-se pela elegância e eficácia na narrativa. As fantasias, em sua maioria, foram elogiadas pelo bom gosto e pela utilização inteligente das cores, destacando-se especialmente as homenagens a outras escolas de samba e a figura de Zé Espinguela.

Outros Destaques: Porta-Bandeira Masculino e Bateria Vibrante em Homenagem à Mangueira

O desfile do Arranco marcou o primeiro uso de um homem como porta-bandeira na Sapucaí, representado por Anderson Morango. A bateria, comandada pelos mestres Cabide e Marley, homenageou a Mangueira com vibrantes ritmos e uma apresentação envolvente.

Apesar dos desafios enfrentados, o retorno do Arranco do Engenho de Dentro à Sapucaí foi marcado por momentos de brilho e emoção, prometendo uma nova era de sucesso para a escola.

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