A moda e o estilo pessoal que incomodam e rendem posts de “como usar x peça sem ter cara de pobre”. Mas você já se perguntou o motivo dessa recusa?
Se um dia você acreditou em frases como “unha grande é brega” ou “corrente de prata é coisa de malandro”, saiba que a culpa não é sua. A estética das periferias sempre foi vigiada, rotulada e subestimada.
Foto do acervo: “Nós Mulheres da Periferia”.
Estilo Tasha e Tracie, estética que representa um recorte de estilo das periferias de São Paulo.
E quando os julgamentos recaem sobre o corpo feminino, palavras pesadas são atreladas com certa tranquilidade. Como num dia qualquer que uma mulher aposta em unha grande, cílios volumosos e roupa justa, e logo aparecem donos da moda e comportamento para dizer que é “brega, vulgar e favelada”.
Então, é lógico que você pode repetir frases e regras feitas por pessoas que nem aqui estiveram. E pode até ter deixado de fazer, usar e combinar muitas coisas que gostava por medo e vergonha.
Ainda que se sinta oprimida, pode adotar algumas regrinhas de moda com a intenção de sentir pelo menos um pouco pertencente. Pensa que não tem estilo, porque não se encontra nas referências de moda branca, eurocentrada e friorenta.
Você olha ao redor e tem calor, cor, combinações nada óbvias, futebol, jeans, brilho….
Extensão. Não só a de cílios. Mas a de vivências a partir das roupas. E pode pensar: o que tá certo o que vejo aqui ou o mundo idealizado nas redes?
Se a moda suburbana ou periférica ainda é vista como exagerada ou de mau gosto, quem realmente ainda padroniza essas sentenças? A resposta pode não ser simples, mas o debate precisa continuar. A moda não é só roupa, é identidade, cultura e política.
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