Everton Montezi – Arquivo pessoal

Sejam muito bem-vindos à nossa coluna sobre sustentabilidade! Mas, por que a Páhnorama falará sobre sustentabilidade? Nossa revista é para todos, assim como o tema sustentabilidade.

Em um mundo onde o capitalismo impera e a obsolescência programada — tema do qual planejo detalhar mais a frente — vem se tornando cada vez mais comum e inserida na vida das novas gerações, é crucial refletir e repensar o nosso modo de viver e produzir se quisermos que as futuras gerações atravessem a linha do tempo para o século XXII.

Todos precisamos da natureza para sobrevivermos com qualidade de vida. Já parou pra pensar que a onda de calor que vem aumentando não só aqui no Brasil, onde já estamos acostumados, mas em países onde antes as temperaturas elevadas eram raras, tem a ver como estamos tratando o nosso planeta? E o que dizer sobre o lixo eletrônico que produzimos anualmente com cada vez mais frequência. Pra onde ele vai? Estamos descartando nosso lixo da maneira certa? E por falar em “jogar fora”, onde é o “fora”? Será que existe fora uma vez que tudo está dentro do nosso planeta, o planeta que é a nossa casa?

É por perguntas como essa, e por todos os efeitos que a nossa forma de produção e descarte está nos levando, que precisamos trazer esse assunto à tona. Essa pauta precisa fazer parte da nossa vida como qualquer outro assunto que costumamos falar com frequência.

O material que pode ser considerado o primeiro plástico foi inventado em 1862. Sabendo que esse material leva cerca de 400 a 500 anos para se decompor, todo o plástico já fabricado até hoje que não foi reciclado ainda continua no planeta, e a produção de novos produtos plásticos não para.

Claro que recentemente a população mundial de modo geral vem se tornando mais consciente em relação à questão da sustentabilidade, e várias medidas já foram tomadas para diminuir o impacto da poluição no planeta, porém podemos dizer que ainda estamos fazendo um “trabalho de formiguinha” nesse respeito.

Aqui no Brasil, por exemplo, tornou-se bem mais comum o uso de sacolas de mercado reutilizáveis, as chamadas “ecobags”. Eu bem me lembro que quando eu era criança no final dos anos 80 e início dos anos 90, era bastante comum ver pessoas saindo do mercado abarrotadas de sacolas de plásticos. Hoje, cada um leva suas próprias bolsas reutilizáveis para o mercado. Também nessa época ninguém falava sobre uso de canudos e utensílios de plástico e muito menos do descarte de óleo usado, bem como pilhas e produtos eletrônicos. Hoje, está se tornando cada vez mais comum ver pontos de coleta de lixo eletrônico e óleo, inclusive em algumas empresas. Estamos também mais conscientes sobre o uso de canudos e copos de plástico, e já conseguimos reduzir bastante. As tartarugas e outras criaturas marinhas agradecem!

Enfim, apesar de estarmos caminhando a passos lentos, já conseguimos avançar bastante em pouco tempo no que diz respeito a cuidar melhor do nosso planeta e do nosso uso. E exatamente por esse motivo é que não podemos deixar de incluir a questão da sustentabilidade em nossas pautas. O planeta precisa, nós precisamos, e principalmente as gerações futuras precisam que esse cuidado permaneça e aumente cada vez mais.

É fácil nos perguntarmos que planeta estamos deixando para nossos filhos, mas já pararam para pensar em que filhos estamos deixando para o nosso planeta? Pensar na conscientização das gerações futuras para poderem estar cada vez mais capacitadas para reciclar, reutilizar e recriar é algo que devemos fazer diariamente, começando muitas vezes com pequenas ações, mas que fazem grande diferença no final de 1 dia, 1 mês, 1 ano, 1 século…

Nós da revista Páhnorama, esperamos auxiliar a cada leitor a nunca esquecer dessa pauta tão importante, e nos comprometemos a trazer sempre assuntos relacionados ao tema sustentabilidade, inclusive oferecendo ideias práticas para serem utilizadas no nosso dia a dia. Essa é uma causa de todos, para todos. Estamos juntos!

Por Everton Montezi

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