Autor: Naira Wayand

Por Naira Wayand No Brasil, toda tragédia climática segue o mesmo roteiro. Chove, a cidade colapsa, vidas são perdidas e, quando o sol volta, o país esquece. Esse fenômeno tem nome: síndrome do céu azul. O azul do horizonte mascara a urgência, e o evento extremo, que deveria servir de alerta para mudanças estruturais, é tragado pela memória coletiva como uma infeliz exceção, e não como o novo e cruel padrão. Mas a emergência climática não se encerra quando as nuvens se dispersam. Em 2022, Petrópolis registrou mais de 230 mortes após um volume de chuva que desafiou qualquer estatística…

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