Ler é pensar melhor
A leitura não é apenas decifrar letras em sequência. É atribuir um significado ao mundo de acordo com as nossas vivências e repertório de conhecimento. É um exercício de pensamento, de atenção e de empatia. Quando lemos, praticamos a escuta interior — aquela que silencia o ruído externo e permite compreender ideias complexas. Cada leitura é uma conversa silenciosa com outras mentes, e essa convivência amplia a nossa própria forma de pensar.
A leitura é um treino de lógica, argumentação e criatividade. Um artigo nos ensina clareza e estrutura; um romance desperta a imaginação; um poema estimula a sensibilidade. Por meio dos livros, expandimos não só o vocabulário, mas a forma como raciocinamos. Ler é construir repertório, e repertório é o que dá densidade às nossas palavras.
A influência da leitura na expressão
Quem lê com frequência desenvolve uma fala mais articulada e uma escrita mais consciente. Ao observar como autores formulam ideias e organizam argumentos, aprendemos, quase por osmose, a fazer o mesmo. A leitura é uma escola invisível de ritmo e linguagem.
Mas há algo mais sutil: ler nos torna mais atentos às nuances da comunicação. Aprendemos que falar bem não é falar difícil — é falar com intenção. A leitura também nos ensina a ouvir: ao ler, interpretamos vozes e perspectivas diferentes da nossa, o que nos torna mais empáticos e críticos ao mesmo tempo.
Leitura como espelho e janela
Ler é olhar o mundo com outros olhos. É enxergar além das próprias certezas. Quando abrimos um livro, abrimos também possibilidades de nos transformarmos. A leitura refina o pensamento, enriquece o discurso e humaniza a fala.
No fim, pensar e ler são verbos irmãos: quem lê melhor, pensa melhor — e, por consequência, fala melhor.

