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Erro geográfico no quadro ‘Comprar é Bom, Levar é Melhor’ tira prêmio de família e escancara problemas recorrentes na checagem de dados da emissora.
A edição de ontem do programa Domingo Legal, exibido pelo SBT, cometeu uma gafe geográfica durante a exibição do quadro Comprar é Bom, Levar é Melhor.
A dinâmica do game-show consiste em um grupo familiar de até quatro pessoas que recebe um valor em dinheiro para gastar em uma loja de departamentos. Após essa fase, os participantes são submetidos a sete perguntas feitas pelo apresentador Celso Portiolli.
A pergunta em questão era: “Qual país tem o maior número de aeroportos?”. O participante respondeu “Rússia”, mas a produção do programa invalidou a resposta, afirmando que o correto seria “Brasil”. O erro do jogo fez com que a família perdesse R$ 4.000 em prêmios.
No entanto, o erro maior foi da própria produção do SBT. Em uma rápida pesquisa baseada nos dados oficiais do CIA World Factbook, constata-se que a liderança global pertence, na verdade, aos Estados Unidos (com mais de 15 mil aeroportos). O Brasil ocupa a segunda posição mundial (com 5.297 aeroportos e pistas de pouso), enquanto a Rússia aparece apenas em quinto lugar. Ao formular um gabarito em que o Brasil liderava o mundo, a emissora induziu o jogo ao erro com uma informação factual falsa.
A atração se torna recorrente nesse tipo de formulação ambígua. Em outro quadro do programa, a produção afirmou que o maior pontificado da história da Igreja Católica foi o de Pio IX. O erro aqui foi a falta de especificação: embora o papado de Pio IX (31 anos e 7 meses) seja o maior oficialmente documentado, a tradição cristã e a própria teologia católica reconhecem São Pedro como o detentor do maior pontificado da história (estimado em mais de 34 anos). Ao não especificar que buscava o dado estritamente documental, a produção criou uma armadilha desnecessária na pergunta.
Historicamente, essa falta de checagem não é novidade no canal. No entanto, na era de ouro do Show do Milhão, o próprio Silvio Santos vinha a público se corrigir na edição seguinte quando ocorria qualquer falha da produção do programa
