Por Natália Vale Landim
Rio de Janeiro – O Maracanã voltou a ser palco de celebração, memória e espetáculo neste sábado, 27 de dezembro de 2025, com a realização da 21ª edição do Jogo das Estrelas, evento beneficente idealizado e promovido por Zico. Diante de 37.442 torcedores, o estádio recebeu ídolos de diferentes gerações, atletas em atividade, ex-jogadores consagrados e personalidades da cultura pop, em uma noite marcada mais pela festa do que pelo placar.
Zico foi, mais uma vez, o centro simbólico do encontro. O Galinho entrou em campo ao lado de Júnior, parceiro histórico e integrante do time campeão mundial de 1981, para celebrar uma temporada vitoriosa do Flamengo. Juntos, eles ergueram os troféus do Campeonato Brasileiro e da Libertadores ao lado dos jogadores Léo Ortiz, Jorginho e Pedro, representantes do elenco rubro-negro que conquistou, em 2025, o Carioca, a Supercopa Rei, o Brasileiro e a Libertadores.
A partida principal terminou com vitória da equipe vermelha por 10 a 6 sobre a equipe branca. O resultado, no entanto, foi apenas um detalhe em meio ao clima de confraternização que tomou conta do estádio. Arquibancadas cheias, jogadores sorrindo, abraços entre antigos companheiros e aplausos constantes deram o tom de um evento que já se consolidou no calendário esportivo e cultural do Rio de Janeiro.
Além dos atletas do Flamengo, a edição deste ano contou com a presença de nomes que marcaram época no futebol brasileiro e internacional. Romário, Renato Gaúcho, Adriano Imperador, Dejan Petković, Rafinha, Denílson, Paolo Guerrero, Juan, Zé Roberto, Leonardo, Ronaldo Angelim, Valdo, Gilberto, Obina e Verón estiveram entre os convidados que dividiram o gramado. Jogadores que atuaram em diferentes clubes e seleções reforçaram o caráter plural do evento.
O Jogo das Estrelas também manteve sua tradição de aproximar o futebol de outros universos da cultura e do entretenimento. Antes da partida principal, uma preliminar reuniu celebridades conhecidas fora das quatro linhas. Participaram do confronto nomes como Diogo Nogueira, MC Poze do Rodo, Eike Duarte, José Aldo, Xamã, Ruan Aguiar e Iran Malfitano, em um momento que arrancou risos, aplausos e interação direta com o público.
Ao longo de mais de duas décadas, o Jogo das Estrelas se firmou como um evento que vai além do esporte. Com viés beneficente, o encontro mobiliza doações, visibilidade e engajamento social, ao mesmo tempo em que preserva a memória afetiva do futebol brasileiro. Em um cenário em que o esporte convive com crises institucionais, debates sobre gestão e desigualdades estruturais, a iniciativa segue sendo um espaço de encontro, celebração e responsabilidade social.
A 21ª edição reafirma o peso simbólico de Zico na história do futebol nacional e sua capacidade de mobilizar gerações em torno de uma causa coletiva. Mais do que gols, o evento entregou imagens, encontros e a lembrança de que o futebol, quando conectado à sociedade, ainda é capaz de reunir pessoas, histórias e afetos em um mesmo campo.
