Artista plástico denuncia Neymar e equipe por suposta enganação

Uma nova polêmica envolvendo o jogador Neymar Jr. tomou conta das redes sociais nos últimos dias. Segundo a coluna de Fábia Oliveira, o artista plástico Fernando Quevedo veio a público revelar que se sentiu enganado pelo atleta e por sua equipe, após tentativas frustradas de resolver um problema relacionado ao uso de sua obra. Em um vídeo divulgado em suas redes, Quevedo relatou a frustração de não ter sido ouvido, mesmo após diversos esforços para buscar uma solução, incluindo notificações extrajudiciais e conversas com a assessoria do jogador.

O início da carreira de Fernando Quevedo foi marcado pela criação de “Neymar The Clown,” uma obra que o lançou na cena artística e lhe proporcionou sua primeira grande exposição como artista. – Reprodução/Quevedoart

Fernando Quevedo relata desvalorização de sua arte após destaque em produção global

O artista plástico Fernando Quevedo, reconhecido por suas obras que mesclam criatividade e inspiração em heróis e vilões, tornou-se protagonista de uma situação que levanta debates sobre a valorização da classe artística. Sua pintura, originalmente criada como um presente para o jogador Neymar Jr., ganhou destaque inesperado ao se tornar peça central na série documental sobre o atleta, lançada pela Netflix.

O caso começou quando Quevedo, motivado pela admiração por Neymar, decidiu ceder a obra inspirada no jogador, que unia elementos do Batman e do Coringa. O que parecia uma oportunidade promissora tomou outra proporção quando a pintura foi amplamente utilizada na divulgação e produção da série, aparecendo em trailers, cenas e até na capa promocional, sem o reconhecimento ou a compensação financeira esperada.

Posteriormente, o artista foi novamente procurado para criar outra tela, desta vez inspirada no Homem-Aranha. Apesar de estabelecer condições claras, Quevedo relata que as promessas não foram cumpridas, alimentando sua frustração com o tratamento dado à sua arte.

O episódio expõe a importância de reconhecer e valorizar o trabalho artístico, uma questão que transcende o caso de Quevedo. No Brasil, a informalidade no setor cultural e a escassez de políticas públicas para a classe dificultam o pleno reconhecimento dos artistas, que frequentemente enfrentam desafios para sobreviver de sua criatividade.

A história de Fernando Quevedo é um convite à reflexão sobre o respeito ao trabalho artístico e à necessidade de fortalecer estruturas que garantam justiça e dignidade para os profissionais da cultura.

De Batman a Coringa: O Começo de Tudo

Tudo começou de forma promissora. Quevedo, conhecido por suas obras criativas que combinam heróis e vilões, criou uma tela inspirada em Neymar, misturando elementos do Batman e do Coringa. A obra chamou a atenção do jogador e de sua equipe, que inicialmente demonstraram interesse genuíno.

A assessoria de Neymar entrou em contato, perguntando se a obra seria um presente ou se estaria à venda. Movido pela admiração e pela oportunidade, Quevedo decidiu presentear o ídolo. Pouco tempo depois, um e-mail da equipe jurídica informou que sua arte poderia aparecer em um “pequeno projeto”. O contrato de cessão de direitos de imagem parecia simples, mas guardava uma surpresa: o uso da pintura extrapolou todas as expectativas.

Da Obra ao Mundo: O Papel Central na Série da Netflix

Quando a série documental sobre Neymar foi lançada pela Netflix, o impacto da obra de Quevedo foi evidente. Sua pintura não era apenas um elemento de fundo; ela se tornou o ponto central da produção, aparecendo no trailer, em diversas cenas e até na capa promocional.

O próprio diretor da série, David Charles, confirmou que a pintura de Quevedo foi a principal inspiração para a obra audiovisual. No entanto, o contrato assinado pelo artista não previa qualquer remuneração ou reconhecimento proporcional à relevância que sua arte adquiriu.

Neymar: Segunda Chance ou Repetição da História?

Após o sucesso da série, Quevedo foi novamente procurado pela assessoria de Neymar para a produção de uma nova tela, dessa vez inspirada no Homem-Aranha. Mais cauteloso, o artista estabeleceu condições claras: um pagamento de 10 mil dólares e uma postagem nas redes sociais de Neymar para dar visibilidade ao trabalho.

A tela foi entregue, mas, segundo Quevedo, a promessa de divulgação nunca foi cumprida. O contato com a assessoria tornou-se frustrante, com respostas evasivas e a sensação de que, mais uma vez, o artista havia sido desvalorizado.

“A Arte é Minha Paixão”

Em seu desabafo, Quevedo destaca que seu objetivo não é criar polêmicas ou atacar Neymar, por quem mantém grande respeito. “Acredito que Neymar nem saiba de toda essa situação”, afirmou o artista. Seu relato, no entanto, é um chamado à reflexão sobre como os artistas são tratados em um mercado que muitas vezes ignora o valor de sua criatividade e dedicação.

“A arte é minha paixão e eu dedico muito tempo e esforço em cada obra. Fundamental que os artistas recebam valorização e respeito”, desabafou Quevedo. Sua história ilustra a luta diária de milhares de profissionais que enfrentam desafios para ter seu trabalho reconhecido e devidamente recompensado.

O Valor da Arte no Brasil

O caso de Fernando Quevedo não é isolado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor cultural no Brasil emprega cerca de 5 milhões de pessoas, mas enfrenta desafios estruturais, incluindo a informalidade e a falta de políticas públicas que assegurem direitos e valorização.

Além disso, um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que apenas 27% das cidades brasileiras têm iniciativas consistentes de incentivo à cultura. Isso reflete a dificuldade que muitos artistas enfrentam para sobreviver exclusivamente de sua arte.

Uma Lição de Justiça e Reconhecimento

O episódio envolvendo Quevedo e a assessoria de Neymar nos leva a uma reflexão urgente: qual o valor que damos aos artistas e à cultura? Reconhecer o trabalho artístico vai além de admirar uma obra; é preciso garantir que o criador tenha condições de continuar produzindo, inovando e inspirando.

A história de Quevedo, apesar de frustrante, é um lembrete de que a arte tem o poder de transcender barreiras, unir pessoas e gerar impactos globais. É também um chamado para que o mercado, o público e as grandes personalidades tratem os artistas com o respeito e a dignidade que merecem. Afinal, sem arte, o mundo seria um lugar muito mais cinza.

E você, leitor, já parou para pensar na história por trás das obras que admira? Que tal começar hoje, valorizando os talentos que nos cercam e dando voz aos artistas que transformam a sociedade com suas criações?

Fernando Quevedo

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