Desfile Problemático: Alegorias Simples e Acabamento Precário

Unidos de Bangu – Crédito: Marcos de Paula – Riotur/Prefeitura do Rio

A Unidos de Bangu entrou na Marquês de Sapucaí neste sábado de carnaval da Série Ouro com o enredo “Jorge da Capadócia”. No entanto, o desfile da agremiação foi marcado por problemas significativos. As alegorias apresentaram-se simples e com graves defeitos de acabamento, incluindo esculturas quebradas e panos rasgados. As fantasias, apesar do bom uso de cores, também mostraram irregularidade no acabamento. O enredo não trouxe nada de novo, sendo mais do mesmo em relação a diversos desfiles anteriores com o mesmo tema, o que resultou em uma leitura facilitada, mas não necessariamente empolgante. A harmonia foi comprometida, com baixo nível de canto na maior parte do desfile, apesar do esforço do time de carro de som. A evolução foi correta em seu ritmo, mas com uma certa frieza na animação dos componentes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira teve uma apresentação apenas correta, sem grande destaque.

Comissão de Frente: Guerreiros da Capadócia

A comissão de frente, intitulada “Guerreiros da Capadócia” e coreografada por Fábio Costa, foi o grande destaque do desfile. Composta por 15 homens vestidos como guerreiros, o grupo apresentou uma dança expressiva e muito bem sincronizada, passando realismo em seus movimentos. O número culminou com a representação de São Jorge montado em um cavalo articulado, impressionando o público e os jurados.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Correto e Leve

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jorge Vinícius e Verônica Lima, apresentou-se com uma fantasia representando os elementos usados pelos soldados em combate. A dança foi correta e leve, porém sem muita expressividade ou movimentos ousados, seguindo um estilo mais tradicional.

Samba-Enredo e Harmonia: Letra Forte e Melodia Valente, Mas Rendimento Aquém

O samba-enredo da Unidos de Bangu, apesar de uma letra forte que descreve bem o enredo, não teve o rendimento esperado. A melodia, pesada e valente, com boas variações para impulsionar o canto, não foi entoada com vigor pela comunidade, sendo notório nos momentos em que os ritmistas da bateria ficaram em silêncio. Os intérpretes Igor Viana e Pipa Brasey fizeram um bom trabalho, embalados pela bateria de mestre Laion, mas não conseguiram impulsionar a obra na totalidade.

Evolução: Correta, Mas Fria

A evolução da agremiação foi correta em seu ritmo, sem correrias ou lentidão, e a escola encerrou o desfile em 53 minutos. No entanto, os componentes demonstraram certa frieza, com pouca animação ou espontaneidade ao longo do cortejo.

Enredo: Pouca Novidade e Problemas de Acabamento

O enredo “Jorge da Capadócia” não trouxe inovações, sendo mais do mesmo em relação a desfiles anteriores com o mesmo tema. As fantasias e alegorias tiveram problemas de acabamento, apesar de uma leitura fácil devido à familiaridade do enredo.

Fantasias e Alegorias: Simplicidade e Problemas de Acabamento

As fantasias apresentaram soluções e materiais simples, facilitando a leitura, mas falharam esteticamente em vários momentos, com acabamentos razoáveis. As alegorias também tiveram problemas visíveis de acabamento, como esculturas quebradas e efeitos mal-executados.

Bateria com Ritmo Adequado e Bossas de Qualidade

A bateria da Bangu, comandada pelo mestre Laion, mostrou um ritmo adequado para a execução do samba-enredo, com bossas de qualidade musical, tentando impulsionar o canto e a animação dos componentes. Apesar das dificuldades, a Unidos de Bangu conseguiu apresentar uma comissão de frente marcante e alguns pontos positivos em meio aos problemas enfrentados durante o desfile.

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