Minha amiga leitora. Na semana passada contextualizei brevemente a história do surgimento do meu oráculo, o Baralho Cigano. O que me permite, dar continuidade a esse assunto. Porém, hoje, o conteúdo, pelo menos para mim, Cigana Carmem, tem maior relevância. E já explicarei o porquê. Usarei este espaço para esclarecer, terminantemente, as diferenças entre o Baralho Cigano e o Tarô de Marselha. Assim, do fundo meu coração, desejo sinceramente que as pessoas parem de confundir cartomantes e tarólogos. E aproveito para deixar claro, que não tenho nenhum problema com o Tarô, ou com tarólogos. Apenas, intento, propiciar o reconhecimento de cada um deles, corretamente. É justo não é? Darei um exemplo aqui. Uma confeiteira não gostaria de ser confundida com uma cozinheira, não é mesmo? E não existe absolutamente nenhum teor pejorativo aqui nessa minha colocação, apenas, o reconhecimento de que a confeiteira faz doces, e a cozinheira faz comida. Ambas são importantes, e embora trabalhem com gastronomia, é preciso dar a cada uma o reconhecimento adequado pela função que exercem. Pronto! O mesmo se dá aqui.

Pois bem, começaremos. Eu disse na semana passada, que contesto a versão de que o Baralho Cigano tenha sido uma adaptação do Tarô de Marselha. E agora, minha amiga, você compreenderá, que as diferenças são bem significativas, e diante dessa desarmonia, até mesmo do baralho comum para o Tarô, não há nexo, pelo menos, a meu ver, que o baralho cigano tenha sido uma adaptação do Tarô.

A primeira diferença é: a origem e a forma de interpretação. Além, claro, das figuras e seus símbolos e significados. Porém, ambos possuem um mesmo fim: adivinhação. E nesse quesito, ambos são divinos, precisos, eficazes e encantadores. Cabe, ao consulente, ou seja, a pessoa que quer consultar cartas, buscar o oráculo com o qual mais se identifica.

Lamentavelmente, alguns, argumentam que o Tarô é mais profundo e complexo, quando aborda questões de comportamento e psique. Mais uma vez, eu, Cigana Carmem, discordo. Nas minhas leituras identifico, inclusive padrões de comportamento, crenças limitantes e traumas arraigados no subconsciente, e que o consulente traz de vidas passadas.

Vamos às explanações:

Como já vimos, o Baralho Cigano, surgiu na França, na era Napoleônica, pelas mãos da cartomante Marie-Anne Adelaide LeNormand, sendo adaptado do baralho comum para se enquadrar na linguagem e na cultura cigana. Já os primeiros registros acerca do surgimento do Tarô de Marselha, como o próprio nome diz, nos contam que seu surgimento se deu no Renascimento, na Itália, entre os séculos XIV e XV.

O Tarô possui 78 cartas e abrange uma interpretação complexa extraída de Arcanos Maiores, para abordar o campo divino, e os Arcanos Menores são complementares, e suas funções estão associadas às ciências herméticas. Então, suas figuras são referentes aos seus respectivos Arcanos. Eu, vejo o Tarô como um desbravador do ocultismo, algo mais técnico e digamos, “acadêmico”, embora intrigante e misterioso. Já o Baralho Cigano, possui 36 cartas, e suas figuras são imagens conhecidas de todos nós, como cachorro, casa, torre, urso, árvore, e inúmeras outras gravuras populares, que estão inseridas no nosso dia-a-dia, e já fazem parte do inconsciente coletivo da humanidade. Portanto, o baralho cigano se aproxima mais das pessoas. Tem um caráter mais popular. E, para mim, apesar de ele ser bem objetivo e prático, o que é encantador, é a possibilidade que ele proporciona de aguçar a intuição e captar a energia do consulente, do momento, e mais, da entidade que está com a cartomante no momento da leitura. O Baralho Cigano, normalmente, é guiado, pela entidade ou equipe espiritual com o qual o médium que faz a leitura, trabalha. Ou seja, o médium é, tão somente, um mensageiro das entidades de luz para auxiliar a pessoa nos momentos de busca por orientação.

Minha cara leitora, ambos os oráculos são magnéticos e enigmáticos. Encantadores! Mas, minha ancestralidade cigana, não esconde o amor que tenho pelo baralho. Enfim, espero que tenha ficado claro, trivialmente, as diferenças, e que, a partir de agora, quando você procurar uma cartomante, saiba que irá consultar o oráculo conhecido como Baralho Cigano, e quando for a uma taróloga, irá consultar o Tarô. Na verdade, o que desejo mesmo, é que, independente do oráculo que você buscar, mesmo que opte por outros, como búzios, runas e outros inúmeros oráculos, que você encontre as respostas que sua alma tanto anseia, e que você seja muito feliz.

Até a próxima semana, com as tão esperadas previsões.

Um afago da Cigana Carmem.

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