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Da redação

Série Ouro - Império Serrano Encerra Desfiles da Série Ouro com Xirê Emocionante e Energia Contagiante

Desfile Marcado por Emoção


Império Serrano 2 - Crédito: Marcos de Paula - Riotur/Prefeitura do Rio

O Império Serrano teve a honra de fechar os desfiles no segundo dia da Série Ouro, e a escola não decepcionou. Após um rebaixamento considerado injusto no ano anterior, o Reizinho de Madureira mostrou que merece seu lugar no Grupo Especial. Com o enredo "Ilú-oba Òyó: a gira dos ancestrais", desenvolvido por Alex de Souza, a escola encantou o público com sua ancestralidade e vigor. Apesar de um desfile emocionante e aguerrido, o Império Serrano enfrentou algumas falhas de acabamento em suas alegorias, o que pode comprometer sua posição na disputa pelo título.


Comissão de Frente: Modernidade e Tradição em "As Mães do Candomblé"


A comissão de frente, coreografada por Marlon Cruz e intitulada "As Mães do Candomblé", foi um dos destaques do desfile. Representando as princesas da corte do Alafin de Oyó, a comissão emocionou com sua dança tradicional aliada à modernidade da luz cênica, demonstrando um sincronismo impressionante e uma entrega emocionante.


Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Estreia de Anderson Abreu e Eliza Xavier com Intensidade e Precisão


O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Anderson Abreu e Eliza Xavier, estreou pelo Império Serrano com uma apresentação intensa e extremamente forte, representando o Orixá Exú. Eliza demonstrou muita personalidade, não economizando nos movimentos arriscados, todos realizados com precisão, enquanto Anderson acompanhou com graciosidade, garantindo um belo espetáculo.


Enredo: Uma Viagem pelos Mistérios de Ilú-Oba Òyó


O enredo desenvolvido por Alex de Souza proporcionou uma viagem pelos mistérios de Ilú-Oba Òyó, antigo império africano. Dividido em quatro setores, o desfile contou a história dos orixás como fundadores e reis de vários reinos africanos, destacando a importância cultural e espiritual dessas divindades.


Alegorias e Adereços: Dramaticidade


O Império Serrano apresentou três alegorias e um tripé, além de elementos cenográficos. Apesar da dramaticidade das esculturas e da grandiosidade das fantasias, foram observadas algumas falhas de acabamento nas alegorias, como ferro aparente e problemas de estrutura.


Fantasias: Cuidado e Grandiosidade em Cada Detalhe


O conjunto de fantasias do Império Serrano demonstrou cuidado e grandiosidade em cada detalhe. Apesar de alguns problemas com adereços que se desfizeram durante o desfile, as fantasias mantiveram um nível estético elevado, contribuindo para a beleza do conjunto.


Harmonia: Entrosamento e Explosão de Energia

O intérprete Tem Tem Jr estreou com maestria no comando do carro de som, mantendo um entrosamento perfeito com a bateria comandada por mestre Vitinho. O conjunto harmônico da escola foi altíssimo, com os componentes demonstrando muita energia e entusiasmo.


Samba-Enredo: Explosão de Alegria e Comunicação com a Arquibancada


A obra de Aluísio Machado e outros compositores foi um acerto, levantando os componentes e o público com seu ritmo contagiante. Apesar de algumas palavras em dialeto africano, o samba foi bem recebido, com a comunidade cantando de forma explosiva e se comunicando de forma excelente com a arquibancada.


Evolução: Fluida e Organizada, com Sensação de Rapidez


A evolução do Império Serrano foi fluida e organizada, mantendo as alas compactas e alinhadas. Apesar da sensação de que o desfile passou rapidamente, as últimas alas aceleraram o passo sem comprometer o conjunto, aproveitando cada minuto do desfile com alegria e espontaneidade.


Emoção e Performances Memoráveis


O desfile do Império Serrano foi marcado pela emoção, com destaque para a presença de Aloísio Machado em cima do carro de som e desempenho memorável da bateria Sinfônica do Samba. O grupo performático que encenou um Xirê dos Orixás também foi um dos pontos altos da apresentação.

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