Silvero Pereira vive um momento de virada consciente na carreira. Após conquistar o grande público ao vencer o The Masked Singer Brasil, emocionar o país com o Nonato de Pantanal e circular com desenvoltura entre realities, musicais e grandes produções televisivas, o ator cearense faz um movimento que diz muito sobre quem ele é e sobre o tempo que escolhe viver. Longe da lógica da exposição permanente e do convite fácil aos holofotes, Silvero aponta para outro lugar: o do palco, do corpo em cena, da criação autoral e do suor que não se edita. Em conversa com a Revista Pàhnorama, ele fala sobre escolhas, limites, entretenimento e a decisão de priorizar projetos que dialogam diretamente com sua essência artística.

Revista Pàhnorama: Depois do icônico Nonato, após Pantanal e uma dança dos famosos, qual são os novos projetos, novos planos da carreira?

Silvero Pereira: No momento eu tô tocando os projetos pessoais, tô com um show novo pra estrear, peça de teatro, nada no momento pra televisão.

Fábio Rocha

RP: Assistindo o Big Brother?

SP: Sim, tô acompanhando, tô achando incrível, muito entretenimento, muita coisa boa acontecendo.

RP: Entraria? Foi chamado? Foi sondado?

SP: Não, não, no momento não é uma coisa que eu penso, não faz parte do meu projeto de carreira, mas eu sou super fã, eu assisto sempre o programa.

Ao descartar novos realities e reafirmar seu compromisso com o teatro e a música, Silvero Pereira sinaliza que sucesso, para ele, não é permanência na vitrine, mas coerência de trajetória. Enquanto acompanha o Big Brother como espectador atento e reconhece a força do entretenimento popular, escolhe não confundir visibilidade com propósito. Seu novo ciclo é feito de palco, presença e autoria. Um movimento que desafia a lógica acelerada da indústria e reafirma o valor do artista que sabe a hora de aparecer e, sobretudo, a hora de se aprofundar. Em um cenário que cobra exposição constante, Silvero segue na contramão, apostando naquilo que permanece quando as luzes se apagam.

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