Evento aconteceu na Catedral da Sé em São Paulo
Aconteceu no sábado 25 na Catedral da Sé, região central de São Paulo, um ato inter-religioso que relembrou um ato Ecumênico acontecido há 50 anos.
Em Outubro de 1975 durante a ditadura militar o diretor de jornalismo da TV Cultura Vladimir Herzog, gerou consternação após o jornalista ser preso e morto nas dependências do DÓI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna foi um órgão subordinado ao Exército, de inteligência e repressão do governo brasileiro durante a ditadura que se seguiu ao golpe militar de 1964), a versão oficial a época foi que Herzog havia se suicidado.
A versão nao foi aceita por amigos, familiares do jornalista e parte da opinião pública, o que culminou em um ato Ecumênico em outubro de 1975 que contou com Dom Paulo Evaristo Arns, o Rabino Henry Sobel e o Pastor Jaime Wright na Catedral da Sé com público de 8.000 pessoas
No último sábado o ato foi relembrado na mesma Catedral: “50 anos por Vlado” novamente reuniu presença de autoridades Eclesiais e políticas como o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, o Rabino Ruben Sternschein e a Presbítera Anita Wright, entre os presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Entre os discursos, o Cardeal Scherer disse que se aquele ato estava ocorrendo 50 anos após a ditadura era devido a muitos que lutaram por liberdades individuais “não raros com próprio sangue”, o Rabino Sternschein declarou que o mesmo ato ocorrido em 1975 empurrou o Brasil para o início do fim da ditadura Militar, a Presbítera Anita, por sua vez relembrou o salmo 23, declamado por seu pai no ato há 50 anos, fazendo alusão entre os versículos: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda” (Sl 23, 5) e os tempos de opressão.
