O que há por trás desses discursos?

Shorts cara de rica

Muitas similaridades se relacionam quando analisamos a moda por uma perspectiva sociocultural. ☑️

Quando vemos vídeos virais, com um alcance surpreendente categorizando roupa de pobres x rica, tenho a impressão de que voltamos para o tempo das leis suntuárias.

Quando na época medieval, a elite decidiu elaborar normas que impedia burgueses em ascensão de terem vestes que se aproximassem da suas. É possível, então, a partir disso, analisarmos como a moda age sobre poder e hierarquia.

Fazendo um voo para contemporaneidade, percebo que a classe média aqui em ascensão compra mais esses discursos do que deveria. Trata-se de uma tentativa de se sentir mais parte da elite e demarcar privilégio. Mesmo que no fim, ainda estejam longe de um dono do capital. Polêmica ou certeira?

Voltar com discursos que reforçam, a partir da moda, esse pensamento de classes e seus poderes de acesso, me impressiona e desmotiva.

Em determinados momentos, consigo perceber com exatidão que uma crítica incisiva sobre determinada peça e estilo se dá a partir de uma cor de pele, de uma classe e de um gênero.

“Essa roupa é vulgar, não é feminina o suficiente, não é profissional, te deixa com cara de pobre, é barata, é brega…” Adjetivos que mudam de conotação se quem veste tem audiência e privilégio.

Compreender a moda a partir desse olhar pode te fazer ver problemáticas mascaradas, mas é o caminho para pensarmos nossas possibilidades e espaços.

E você? O que já não tolera mais em conteúdos fashion?

Caroline Lardoza

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