Na última semana, o Tijuca Tênis Clube recebeu a primeira edição da Feira Toblu, um evento idealizado por Larissa Castilho e sua equipe da marca de Upcycling Toblu. Ele já nasce com propósito e potência: fortalecer uma moda consciente, solidária e possível, longe das lógicas aceleradas das tendências e cada vez mais próxima das pessoas, dos territórios e da coletividade. Durante três dias, a Toblu reuniu brechós, artesãos, designers independentes e projetos de upcycling com o objetivo de fomentar uma nova relação com o vestir.
Larissa Toblu, na estreia da feira no dia 30 de maio.
Além da comercialização consciente, o evento também foi espaço de escuta e aprendizado. Palestras e rodas de conversa abriram caminhos para discussões urgentes sobre comunicação de moda, redes sociais, exclusões e acessos. Na roda de conversa sobre comunicação de moda social no Instagram, eu comecei dizendo aquilo que me guia:
“Meu recorte é político. Meu discurso é social. Minha intenção é democratizar a moda”
Sempre trazendo questionamentos que aprofundo nos debates dessa coluna:
A quem a moda está servindo? Quem ela escuta? Quem ela apaga?
Ray Steves, mediadora das palestras e rodas de conversa em um abraço ao final da minha fala sobre moda consciente no feed do instagram.
Como criadora de conteúdo, historiadora da moda e coordenadora de marketing com atuação focada em moda circular e causas sociais, tive o prazer de dividir esse momento com @rayestevesofc da @tresgracas.eco, que conduziu uma mediação sensível, profunda e potente. Um diálogo importante sobre como a criação de conteúdo de moda consciente também pode ser ferramenta de transformação social.
Marca “Pulp” destaque em upcycling no Rio de Janeiro.
A Feira Toblu abriu um novo cenários de possibilidades de eventos sustentáveis e acessíveis, mostrando na prática que a moda pode ser um lugar de trocas, afeto, memória e persistência. Ela pode surgir da costura feita à mão, do tecido reaproveitado, do quintal da casa, do saber manual, do desejo de transformar o sistema e de um coletivo potente de saberes e trocas. Enquanto houver movimentos como esse, o futuro da moda será possível.
Será coletivo e mais sustentável.
Moda sustentável
Feira Toblu
Larissa Toblu
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