Em uma escalada sem precedentes no conflito do Oriente Médio, os Estados Unidos assumiram um papel ativo ao lado de Israel ao bombardear três instalações nucleares iranianas no último fim de semana, 21 e 22 de junho.
Donald Trump na corte de Manhattan, Nova York. Foto: Brendan McDermin/Reuters
As ações, que atingiram os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, foram anunciadas com entusiasmo pelo ex-presidente Donald Trump, que descreveu a operação como “cirúrgica e necessária”. A ofensiva teve como objetivo enfraquecer o programa nuclear do Irã, que Washington e Tel Aviv acusam de ter fins militares, apesar das negações do governo iraniano.
A resposta internacional foi imediata. Rússia e China condenaram a operação, classificando-a como uma ameaça à estabilidade global e advertindo para o risco de uma guerra de maiores proporções. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra bases americanas no Golfo Pérsico e mobilizou drones em direção a alvos israelenses. Embora ainda não haja uma resposta massiva por parte de Teerã, o clima na região é de tensão crescente.
Dentro dos Estados Unidos, o ataque dividiu o cenário político. Setores mais nacionalistas da ala conservadora, como Tucker Carlson e Steve Bannon, criticaram o envolvimento direto no conflito, argumentando que a medida viola o princípio do America First (América em Primeiro Lugar). Por outro lado, figuras como o senador Ted Cruz e membros da Defesa elogiaram a decisão como um passo necessário para conter o avanço do Irã. Democratas, incluindo a senadora Elizabeth Warren, expressaram preocupação com o impacto humanitário e com o fato de o Congresso não ter sido consultado formalmente.
Os Estados Unidos questionam a ONU
Os EUA vetaram uma resolução da ONU que exigia o desbloqueio da ajuda humanitária à região, e planejam financiar diretamente organizações controversas, como a Gaza Humanitarian Foundation, acusada de ignorar normas internacionais. A guerra, que parecia limitada a confrontos locais, agora ganha proporções globais.
A Política No Jogo
Lula dá aval ao fim da obrigatoriedade da autoescola: promessa de inclusão ou risco à segurança?
STF pede reajuste de 24% para servidores do Judiciário: debate reacende polêmica sobre desigualdade salarial no Brasil

