Entre o símbolo e o fardo
Hoje, como mulher negra e mãe de duas meninas pretas, levanto uma reflexão necessária sobre o chamado “empoderamento”. Não é novidade que mulheres negras viveram um processo de aceitação distinto de outras: cabelos, nariz, boca — todos os marcadores da negritude que, por muito tempo, foram lidos como defeito.
A revolução da geração Tombamento
Em meados de 2014, uma micro revolução feminina ganha força. A palavra “empoderada” se consolida como símbolo feminista, uma espécie de girl power para mulheres pretas. Cabelos coloridos, bocas pintadas, roupas ousadas e muita atitude. A geração do Tombamento, puxada por nomes como Karol Conká — careca e de cabelo rosa —, abre caminho para uma nova estética e um novo discurso de identidade.
O empoderamento como cobrança social para a mulher negra

