O ex-policial Jorge Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda, em 2022. O caso ganhou repercussão nacional na época, e a prisão do ex-policial foi decretada nesta quinta-feira (13).
Jorge Guaranho praticando defesa pessoal. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em julho de 2022, Jorge Guaranho invadiu a festa de aniversário do petista Marcelo Arruda com uma arma de fogo e atirou contra a vítima. Marcelo Arruda morreu instantaneamente, e o ex-policial foi preso em flagrante. A festa acontecia em um clube em Foz do Iguaçu e tinha como “temática” o PT, com bandeiras do partido e fotos do então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva.
O conflito começou quando Jorge Guaranho passou de carro, buzinando e gritando frases como “Viva Bolsonaro!” em frente à festa, e Marcelo Arruda atirou terra em seu carro. O ex-policial então deixou a esposa e o filho pequeno em casa e voltou ao local para tirar satisfação, o que resultou na execução do petista. Guaranho afirmou que a porção de terra atirada contra seu carro teria atingido seu filho pequeno.
O bolsonarista teve a prisão preventiva decretada em 2023 e estava aguardando julgamento em prisão domiciliar desde então. Jorge Guaranho foi condenado por homicídio duplamente qualificado, ou seja, por motivo fútil (violência política) e por perigo comum (colocar em risco a vida de outras pessoas). A sentença foi proferida pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, e o réu deixou o tribunal sob escolta policial.
O que diz a defesa do bolsonarista condenado?
A defesa de Jorge Guaranho alegou que o crime não teve motivações políticas, uma vez que o réu voltou à festa para tirar satisfação por causa da porção de terra que teria atingido seu filho. O réu também alegou que agiu em legítima defesa, pois, durante a briga, o petista teria começado a atirar pedras contra o ex-policial.
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